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Title: O que acontece com nosso cérebro quando ouvimos música: um estudo sobre preferência musical e estados emocionais
Authors: Cruz, Alfredo Moises da
Keywords: Cérebro;Música;Neurociências;Emoção
Issue Date: 17-Dec-2018
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: CRUZ, Alfredo Moises da. O que acontece com nosso cérebro quando ouvimos música: um estudo sobre preferência musical e estados emocionais. 2018. 58 f. Monografia (Graduação) - Curso de Licenciatura em Música, Escola de Música, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2018.
Portuguese Abstract: O presente trabalho discutirá quais são os efeitos da música sobre o cérebro e de que forma eles contribuem para nossas escolhas musicais. Para isso, discutiremos inicialmente a física da onda sonora e de que forma esse tipo de energia é codificada em sinais neurais pelo ouvido humano. Em um segundo momento, apresentaremos a anatomia e fisiologia do sistema nervoso, com ênfase nos sistemas auditivo e motor. Em seguida, nomearemos as áreas cerebrais envolvidas com os diferentes aspectos da percepção e apreciação musical. Finalmente, apresentaremos os resultados coletados mediante um questionário fechado obtido junto a músicos e não-músicos que teve como objetivo avaliar a percepção de consonância e dissonância para intervalos e acordes com a 'preferência musical' e possíveis implicação com estados emocionais desses estudantes. Reproduzimos dados da literatura que mostram que os intervalos de 2m, 7M e o trítono eliciam maior desprazer, tanto em músicos como em não-músicos. Observamos ainda que a música é utilizada para reforçar o estado emocional dos ouvintes, isto é, que as pessoas tendem a escolher músicas com valências emocionais similares ao seu ‘estado de espírito’ (indivíduos congruentes). Quando não o fazem (incongruentes), a preferência por músicas alegres em momentos de tristeza supera, em muito, a preferência por músicas tristes em momentos de alegria. Essas proporções não se alteram em músico e não músicos. Entretanto, encontramos evidência que indivíduos congruentes são mais sensíveis ao julgamento de sons consonantes e dissonantes, isto é, apresentam maior diferença entre escores de 7M e oitava. Terminaremos discutindo as implicações dos nossos resultados para a teoria musical e para as principais teorias científicas da estética. Acreditamos que o presente trabalho contribui para um aprofundamento das teorias musicais baseadas em aspectos biológicos do ouvir.
Abstract: O presente trabalho discutirá quais são os efeitos da música sobre o cérebro e de que forma eles contribuem para nossas escolhas musicais. Para isso, discutiremos inicialmente a física da onda sonora e de que forma esse tipo de energia é codificada em sinais neurais pelo ouvido humano. Em um segundo momento, apresentaremos a anatomia e fisiologia do sistema nervoso, com ênfase nos sistemas auditivo e motor. Em seguida, nomearemos as áreas cerebrais envolvidas com os diferentes aspectos da percepção e apreciação musical. Finalmente, apresentaremos os resultados coletados mediante um questionário fechado obtido junto a músicos e não-músicos que teve como objetivo avaliar a percepção de consonância e dissonância para intervalos e acordes com a 'preferência musical' e possíveis implicação com estados emocionais desses estudantes. Reproduzimos dados da literatura que mostram que os intervalos de 2m, 7M e o trítono eliciam maior desprazer, tanto em músicos como em não-músicos. Observamos ainda que a música é utilizada para reforçar o estado emocional dos ouvintes, isto é, que as pessoas tendem a escolher músicas com valências emocionais similares ao seu ‘estado de espírito’ (indivíduos congruentes). Quando não o fazem (incongruentes), a preferência por músicas alegres em momentos de tristeza supera, em muito, a preferência por músicas tristes em momentos de alegria. Essas proporções não se alteram em músico e não músicos. Entretanto, encontramos evidência que indivíduos congruentes são mais sensíveis ao julgamento de sons consonantes e dissonantes, isto é, apresentam maior diferença entre escores de 7M e oitava. Terminaremos discutindo as implicações dos nossos resultados para a teoria musical e para as principais teorias científicas da estética. Acreditamos que o presente trabalho contribui para um aprofundamento das teorias musicais baseadas em aspectos biológicos do ouvir.
URI: http://monografias.ufrn.br/handle/123456789/9733
Other Identifiers: 2014046678
Appears in Collections:Música (licenciatura)

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