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Title: Magmatismo basáltico miocênico de Pedro Avelino (RN): mecanismo de colocação e efeito termal na Bacia Potiguar
Authors: Oliveira, Joyce Lorena
Keywords: Vulcanismo Basáltico;Mecanismo de Colocação;Efeito Termal;Bacia Potiguar/RN
Issue Date: 5-Dec-2018
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: OLIVEIRA, Joyce Lorena. Magmatismo basáltico miocênico de Pedro Avelino (RN): mecanismo de colocação e efeito termal na Bacia Potiguar. 2018. Monografia (Graduação em Geologia) - Departamento de Geologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal, 2018.
Portuguese Abstract: O magmatismo cenozoico no extremo nordeste do Brasil ocorre como plugs, necks e derrames básicos de afinidade alcalina a subalcalina; sendo referido na literatura como magmatismo Macau – Queimadas. Um desses corpos, alvo do presente estudo, localiza-se na região de Pedro Avelino, 150 km a oeste de Natal/RN. Trata-se de basaltos e diabásios do Corpo Serra Preta, com idade 40Ar/39Ar em rocha total de 14,1 ± 0,7 Ma, intrusivos nas formações Jandaíra (sequência carbonática com predomínio de calcários) e Açu (sequência siliciclástica com arenitos e níveis pelíticos) da Bacia Potiguar. Publicações anteriores interpretam essa ocorrência como composta por derrames na porção central e plugs nas extremidades, controlados por falha na sua borda leste. O trabalho ora reportado caracteriza a geometria, o mecanismo de colocação e a composição modal e texturas dessas rochas; além do efeito térmico provocado nas encaixantes. Foram utilizados produtos de sensores remotos, observações de campo e microscopia de luz transmitida. As rochas básicas apresentam-se em afloramentos in situ e blocos desmoronados que, em parte, mascaram seus contatos. São olivina basaltos e nefelina diabásios com textura fina a média e comumente microporfirítica. A matriz, cripto a microcristalina, é composta por micrólitos de plagioclásio e grânulos de augita, forsterita, minerais opacos e vidro intersticial; sendo comuns amígdalas com preenchimento de zeólitas. Ocorrem, também, venulações tardias em contato interdigitado com a matriz basáltica criptocristalina, compondo-se de nefelina, anortoclásio, biotita vermelha, opacos, zeólitas, clinopiroxênio (Ti-augita) e abundantes acículas de apatita. Nas rochas encaixantes, os calcários termalmente afetados apresentam matriz carbonática parcial ou completamente modificada por recristalização estática, chegando a transformar-se em mármores de granulação fina a média. Em arenitos e siltitos, nota-se o aspecto túrbido de feldspatos, neoformação de mosaicos poligonais de quartzo, crescimento fibrorradial de calcedônia e vidro intersticial; o conjunto sendo denominado buchito. Também se observam cavidades parcialmente preenchidas por calcita, quartzo ou calcedônia, resultantes de processos de dissolução e precipitação pós-evento térmico. Essas rochas mostram comportamento maciço e extrema compactação, tornando-se difíceis de fragmentar. Em termos geométricos, é notável a influência da tectônica na forma e no alinhamento dos corpos ígneos observado em imagens de sensores orbitais. Para o Serra Preta, a geometria semelhante a um Y invertido é interpretada como um sistema de diques, onde o conduto principal seria resultado do preenchimento de transcorrências dextrógiras NNW e, os secundários, fraturas de segunda ordem NE. Este arranjo é condizente em tempo, cinemática e estruturas com a deformação neoterciária-pleistocênica descrita na literatura, onde se posiciona compressão horizontal N-S (σ1) e extensão E-W (σ3). Para além disso, a presença de fraturas-conduto é corroborada pela orientação de fenocristais de olivina e ripas plagioclásio, indicando direção de fluxo magmático aproximadamente de NNE a NNW.
Abstract: The cenozoic magmatism on the extreme northeastern of Brazil occurs as basic plugs, necks and flows with alkaline to sub-alkaline affinity; being referred in literature as Macau – Queimadas magmatism. One of these bodies, focus of this study, is located on the surroundings of Pedro Avelino, 150 km to the west of Natal/RN. It is composed by basalts and diabases of the Serra Preta body, with 40Ar/39Ar whole rock ages of 14,1 ± 0,7 Ma, intrusive on Jandaíra (carbonate sequence with predominance of limestones) and Açu (siliciclastic sequence with arenites and pelitic levels) Formations of the Potiguar Basin. Previous publications interpret this occurrence as basaltic flows on the central portion and plugs on the extremities, controlled by a fault on its east border. The reported work characterizes the geometry, emplacement mechanism, modal composition and textures of these rocks and the thermal effect on its host rock. Remote sensing products, field observations and transmitted light microscopy were used. The basic rocks occur as in-situ outcrops and collapsed blocks which, in some areas, cover-up the contacts. They are olivine basalts and nepheline diabases with fine to medium and, commonly, microporphyritic textures. The matrix, crypto to microcrystalline, is composed by plagioclase and grains of augite, forsterite, opaque minerals and interstitial glass; being common amygdales filled by zeolites; There is also the occurrence of late veins interdigitated with the cryptocrystalline basaltic matrix, composed by nepheline, anorthoclase, red biotite, opaques, zeolites, clinopyroxene (Ti-augite) and apatite needles. On the host rock, the thermally affected limestones show carbonatic matrix partially or completely modified by static recrystallization, turning into fine to medium grained marbles. On the arenites and siltites, it is noticed the turbid aspect of the feldspars, neoformation of polygonal mosaics of quartz, fibroradial growth of chalcedony and interstitial glass; the group being denominated buchite. Cavities partially filled by calcite, quartz, chalcedony are observed, being product of dissolution and precipitation processes after the thermal event. These rocks are massive with extreme compaction, becoming hard to fragment. In geometric terms, it is remarkable the tectonic influence on the shape and alignment of the igneous bodies observed in orbital sensors imageries. For the Serra Preta, its geometry is similar to a inverted Y, interpreted as a dike system, where the main conduct would be the result of the filling of NNW dextral transcurrences and, the secondary conducts, NE second order fractures. This arrangement is consistent in time, kinematic and structures with the neotercicary-pleistocene deformation described in literature, with N-S horizontal compression (σ1) and E-W extension (σ3). Beyond that, the presence of conduct-fractures is corroborated by the orientation of phenocrysts of olivine and plagioclase microlites, indicating a NNE to NNW magmatic flow.
URI: http://monografias.ufrn.br/handle/123456789/8400
Other Identifiers: 2014061182
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