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Title: Registro e caracterização da atividade eletroencefalográfica associada a microcefalia congênita.
Authors: Rocha, Antonio Jhones Lima da
Keywords: Zika;Epilepsia;Microcefalia;Fusos do Sono;Eletroencefalograma
Issue Date: 26-Jun-2018
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: ROCHA, Antonio Jhones Lima da. Registro e caracterização da atividade eletroencefalográfica associada a microcefalia congênita. 2018. 34 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) -Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal-RN, 2018.
Portuguese Abstract: Durante o biênio dos anos 2015 e 2016, o Brasil sofreu com uma epidemia causada pelo vírus Zika. A incidência de bebês nascidos com microcefalia passou para 56,7 casos por 10.000 nascimentos (2015), índice superior aos 2,2 casos por 10.000 nascidos vivos observados em anos anteriores. Além das más-formações do sistema nervoso, a infecção viral durante o período gestacional leva a lesões de fundo de olho, contraturas articulares e crises epilépticas. Uma vez que o tratamento com drogas antiepilépticas depende do tipo de epilepsia e suas crises, buscamos caracterizar os padrões eletroencefalográficos (EEG) de crianças com microcefalia com o objetivo de compreender a diversidade e complexidade dessa síndrome neurológica e seus correlatos eletrofisiológicos. Para isso, analisamos 71 EEGs, de 50 pacientes sequenciais do ambulatório de pediatria do Hospital Universitário Onofre Lopes (UFRN). Eventos epileptiformes foram observados em 30 pacientes, incluindo predominantemente espículas focais unilaterais (56% da população) e complexos espícula-onda bilaterais (44%). Assimetrias hemisféricas e ondas lentas difusas de alta amplitude foram registradas, assim como padrões de surto-supressão e ponta-onda. Como muitos registros foram feitos durante o período de sono (42/50), quantificamos a frequência, distribuição espacial e potência dos fusos do sono, eventos tálamo-corticais característicos do sono de ondas lentas. Para nossa surpresa, apenas 17 de 42 pacientes (40%) apresentaram fusos do sono (~12 Hz, assimétricos, predominantemente frontais), sendo que destes, 12 não apresentavam qualquer atividade epiléptica (teste Exato de Fisher, p<0.005). Em 31 de 42 (73%), observamos uma oscilação lenta, de ~6 Hz, em regiões frontais, ainda não documentadas.. Esses resultados sugerem que além das más-formações encefálicas, pacientes com infecção congênita com o vírus Zika têm maior chance de exibir epilepsia com crises generalizadas e múltiplos focos epilépticos, além de prejuízo na expressão de fusos do sono. Com isso, reforçamos a importância da realização de registros EEG nesse tipo de paciente, especialmente durante um período do sono, como forma de melhor diagnosticar a epilepsia. Trabalhos futuros mostrarão se a ocorrência de fusos do sono indica alguma correlação com o desenvolvimento cognitivo desses pacientes.
Abstract: During the years of 2015 and 2016, Brazil has suffered an epidemic due to Zika virus in its territory. The incidence of babies born with microcephaly was 56.7 cases per 10,000 births (2015), ratio larger than the 2.2 cases per 10.000 births observed in previous years. Besides the nervous system’s malformations, the viral infection within the gestational period lead to eye lesions, joint contractures and epileptic seizures. Since the treatment with antiepileptic drugs depends on both the epilepsy type and its seizures, we pursued the characterization of the electroencephalographic patterns of children with microcephaly with the objective of comprehend the diversity and complexity of this neurological syndrome and its electrophysiological correlates. To achieve such, we analyzed 71 EEGs of 50 patients from the pediatrics’ ambulatory of the Hospital Universitário Onofre Lopes (UFRN). Epileptiform events were observed in 30 patients, including focal unilateral spikes (56% of the population) and bilateral spike complexes (44%). Hemispheric asymmetry and high-amplitude diffuse lowvoltage waves were recorded, as burst-suppression and spike-and-wave patterns. Once the majority of the recordings were made while the patients were asleep (42/50), we quantified the frequency, spatial distribution and potency of sleep spindles, thalamocortical events characteristic of the slow-wave sleep. To our surprise, only 17 of the 42 patients (40%) presented the sleep spindles (~12Hz, asymmetric, predominantly frontal), from which 12 of these patients didn’t showed any epileptic activity (Fisher’s Exact Test, p<0.005). In 31 of the 42 (73%) we observed a slow oscillation of about 6Hz in frontal regions yet to be documented. This results suggest that besides the encephalic malformations, patients with microcephaly due to congenital Zika virus infection have greater chances of reporting generalized epileptic seizures and multiple epileptic focus, alongside with sleep spindles prejudices. So, we reinforce the importance of the EEG recording, specifically during sleeping, to better diagnose epilepsy in this patients. Future works might show if the occurrence of sleep spindles can be correlated with the cognitive development of these patients.
URI: http://monografias.ufrn.br/jspui/handle/123456789/7101
Other Identifiers: 2014070557
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