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Title: Sob o caos, o encontro: qualificação de um complexo viário e seu entorno
Authors: Scheer, Marcela Lorena Farkat
Keywords: Espaço público - Monografia;Lugar - Monografia;Mobilidade Urbana - Monografia;Experiência Urbana - Monografia;Complexo Viário Dom Eugênio Sales - Monografia
Issue Date: 28-Jun-2017
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: SCHEER, Marcela Lorena Farkat. Sob o caos o encontro: qualificação de um complexo viário e seu entorno. 2017. 275 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.
Portuguese Abstract: Os habitantes da cidade, produtores e consumidores do espaço urbano, têm cada vez mais se distanciado do convívio e da troca de experiências coletivas nos espaços públicos. Uma das razões tem raiz na lógica rodoviarista que tem prevalecido no planejamento e projeto desses espaços, que privilegia o carro em detrimento da mobilidade global das pessoas. As cidades, portanto, seguem um desenho cuja maior parte do seu espaço é ocupada por vias e sua paisagem cada vez mais é entulhada de viadutos e túneis para remediar os congestionamentos que a ineficiência do transporte público, bem como a falta de infraestrutura para caminhada e ciclismo ocasionam. Partindo da ideia de que essas posturas, juntamente com a promoção capitalista da cidade, abordada por autores como David Harvey (2005), Jordi Borja (2000, 2009) e Carlos Vainer (2009) afastam o indivíduo do espaço público, uma vez perdida a escala do sensível, a autora apropria-se da noção de lugar e não-lugar de Marc Augé (1992) e Ana Fani Carlos (2007), na tentativa de reverter esse processo, voltando o olhar para a escala humana, preconizada nos conceitos de Jan Gehl (2013) e Jane Jacobs (1961). Nesse sentido, o combate à hegemonia do veículo motorizado nasce da percepção dos amplos espaços livres residuais do Complexo Viário Dom Eugênio Sales, resultado das obras empreendidas para o planejamento mobilidade urbana da Copa do Mundo FIFA 2014. Assim, pretende-se, não apenas trazer as noções de espaço coletivo e apropriação humana da cidade, mas também investigar o processo de planejamento de modo a questionar a legislação e tirar proveito dos espaços residuais do Complexo Viário para a instauração de um novo sentido de lugar. O desenvolvimento da proposta deu-se por meio de exercícios projetuais imagéticos que possam inspirar novas soluções para as grandes infraestruturas viárias que demonstrem que é possível manter o sentido de lugar e identidade no espaço público e acomodar as demandas de todos os modais de transporte, sejam eles ativos ou motorizados. Ademais, busca-se semear uma nova leitura do espaço público, na qual o convívio e a experiência urbana transpassam os limites da praça e inundam as ruas, ao criar esse mágico cenário de vivências e paisagens humanas.
Abstract: The inhabitants of the city, producers and consumers of urban space, have increasingly distanced themselves from living and sharing collective experiences in public spaces. One of the reasons is rooted in the road- block logic that has prevailed in the planning and design of these spaces, which privileges the car in detriment of the global mobility of people. Thus, most of the city area is given to highways and its landscape is over- crowded with viaducts and tunnels to remedy the traffic jam that the in- efficiency of public transport as well as the poor infrastructure for cycling and walking causes. Starting from the idea that those postures, herewith the capitalist production of the city, approached by authors like David Harvey (2005), Jordi Borja (2000, 2009) and Carlos Vainer (2009) remove the individual from the public space, once the scale of the sensitive is lost, the author appropriates the notion of places and non-places by Marc Augé (1992) and Ana Fani Carlos (2007), as a way reverse this process, looking at a human scale, as advocated by Jan Gehl (2013) and Jane Jacobs (1961). In this sense, combating the vehicle hegemony, the per- ception of the vast residual spaces of the Dom Eugênio Sales Intersection results from the works undertaken for the urban mobility planning of the 2014 FIFA World Cup. Thus, it is intended not only to bring the notions of collective space and human city but also to investigate the planning process so as to question the legislation and take advantage of the resid- ual spaces of the intersection for a new sense of place. The development of the proposal took place through imaging conceptual exercises that try inspire new solutions for the great road infrastructures and demonstrate that it is possible to capture the sense of place and identity in the public space and to accommodate the demands of all modes of transportation, whether active or motorized. In addition, it seeks to sow a new reading of the public space, in which the conviviality and an urban experience cross the limits of the plazzas and flood the streets, to create this magic scenery of human experiences and landscapes.
URI: http://monografias.ufrn.br/jspui/handle/123456789/5013
Other Identifiers: 2011050532
Appears in Collections:Arquitetura e Urbanismo

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