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Título: Estatura estimada em idosos institucionalizados: qual o impacto na classificação do índice de massa corporal?
Autor(es): Morais, Marcely Araújo de
Palavras-chave: Estado Nutricional;Antropometria;Saúde do Idoso;Envelhecimento
Data do documento: 23-Jun-2017
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Referência: MORAIS, Marcely Araújo de. Estatura estimada em idosos institucionalizados: qual o impacto na classificação do índice de massa corporal? 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Nutrição) – Curso de Nutrição, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017
Resumo: A avaliação nutricional do idoso apresenta características particulares que as diferencia da avaliação nutricional dos demais grupos populacionais. As medidas de peso e estatura compõem o índice de massa corporal (IMC), que na impossibilidade do indivíduo se manter em pé, é possível a realização do cálculo de estimativas de estatura por equações específicas. Apesar do IMC ser um índice rotineiramente utilizado na prática clínico-nutricional, a acurácia do diagnóstico do estado nutricional antropométrico utilizando estimativas de estatura ainda é pouco conhecida. O objetivo deste estudo foi avaliar a acurácia e a concordância no diagnóstico do IMC considerando a estatura real e a estatura estimada de idosos sem restrição de mobilidade em Instituições de Longa Permanência para idosos (ILPI). Trata-se de um estudo de acurácia e concordância com 168 idosos residentes em 10 ILPI de uma capital do nordeste brasileiro, que não apresentavam restrição de mobilidade. Foram coletadas medidas de peso real e estatura real e estimadas por outras medidas antropométricas, tais como a altura do joelho, comprimento da ulna, hemi envergadura e demi envergadura. Em seguida foram calculados o IMC com as medidas de peso e estatura reais e estaturas estimadas por 23 equações de predição. Todos os valores de IMC foram classificados em magreza (IMC<22kg/m2), eutrofia (IMC ≥ 22kg/m2 e < 27kg/m2), excesso de peso (IMC≥27kg/m2) e analisada a acurácia, a sensibilidade, a concordância pela estatística kappa e a prevalência com respectivo intervalo de confiança 95%. O cálculo da média, desvio padrão e estatística inferencial correspondente foram utilizadas para as variáveis contínuas. O IMC estimado foi considerado aplicável quando apresentou probabilidade acima de 90% de acerto em relação ao diagnóstico real para magreza e excesso de peso e concordância excelente quando kappa foi acima de 0,81. Nos resultados, em relação a magreza, três equações apresentaram valores mais acurados, sensíveis e excelente concordância para identificar o diagnóstico nutricional verdadeiro. Já para o excesso de peso apenas uma única equação apresentou elevada sensibilidade, porém superestima estado nutricional. Conclui-se que conforme os critérios estabelecidos, três equações de estimativa de estatura podem ser utilizadas, no cálculo do IMC em casos de diagnóstico de magreza para estimar a prevalência. Em relação ao excesso de peso, pode-se utilizar como alternativa uma estimativa de estatura, com cautela, uma vez que não apresentou boa acurácia para estimar a prevalência de excesso de peso nesta população.
Abstract: A avaliação nutricional do idoso apresenta características particulares que as diferencia da avaliação nutricional dos demais grupos populacionais. As medidas de peso e estatura compõem o índice de massa corporal (IMC), que na impossibilidade do indivíduo se manter em pé, é possível a realização do cálculo de estimativas de estatura por equações específicas. Apesar do IMC ser um índice rotineiramente utilizado na prática clínico-nutricional, a acurácia do diagnóstico do estado nutricional antropométrico utilizando estimativas de estatura ainda é pouco conhecida. O objetivo deste estudo foi avaliar a acurácia e a concordância no diagnóstico do IMC considerando a estatura real e a estatura estimada de idosos sem restrição de mobilidade em Instituições de Longa Permanência para idosos (ILPI). Trata-se de um estudo de acurácia e concordância com 168 idosos residentes em 10 ILPI de uma capital do nordeste brasileiro, que não apresentavam restrição de mobilidade. Foram coletadas medidas de peso real e estatura real e estimadas por outras medidas antropométricas, tais como a altura do joelho, comprimento da ulna, hemi envergadura e demi envergadura. Em seguida foram calculados o IMC com as medidas de peso e estatura reais e estaturas estimadas por 23 equações de predição. Todos os valores de IMC foram classificados em magreza (IMC<22kg/m2), eutrofia (IMC ≥ 22kg/m2 e < 27kg/m2), excesso de peso (IMC≥27kg/m2) e analisada a acurácia, a sensibilidade, a concordância pela estatística kappa e a prevalência com respectivo intervalo de confiança 95%. O cálculo da média, desvio padrão e estatística inferencial correspondente foram utilizadas para as variáveis contínuas. O IMC estimado foi considerado aplicável quando apresentou probabilidade acima de 90% de acerto em relação ao diagnóstico real para magreza e excesso de peso e concordância excelente quando kappa foi acima de 0,81. Nos resultados, em relação a magreza, três equações apresentaram valores mais acurados, sensíveis e excelente concordância para identificar o diagnóstico nutricional verdadeiro. Já para o excesso de peso apenas uma única equação apresentou elevada sensibilidade, porém superestima estado nutricional. Conclui-se que conforme os critérios estabelecidos, três equações de estimativa de estatura podem ser utilizadas, no cálculo do IMC em casos de diagnóstico de magreza para estimar a prevalência. Em relação ao excesso de peso, pode-se utilizar como alternativa uma estimativa de estatura, com cautela, uma vez que não apresentou boa acurácia para estimar a prevalência de excesso de peso nesta população.
URI: http://monografias.ufrn.br/jspui/handle/123456789/4300
Outros identificadores: 2013041040
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