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Title: Efeitos de peixes bentívoros e macrófitas aquáticas submersas sobre o crescimento de microalgas perifíticas em lagos rasos: um experimento de mesocosmo
Other Titles: Bentivorous fish effects and submerged aquatic macrophytes on the growth of periphytic microalgae in shallow lakes: an experiment of mesocosm
Authors: Medeiros, Paulo Ivo Silva de
Keywords: Lagos rasos;Shallow lakes;Peixes bentívoros;Benthivorous fish;Bioturbação;Bioturbation
Issue Date: 2-Dec-2016
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: MEDEIROS, Paulo Ivo Silva de. Efeitos de peixes bentívoros e macrófitas aquáticas submersas sobre o crescimento de microalgas perifíticas em lagos rasos: um experimento de mesocosmo. 2016. 21 f. TCC (Graduação) - Curso de Ecologia, Ecologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Portuguese Abstract: Lagos rasos podem apresentar uma alternância de estados estáveis, entre um estado de águas claras dominado por macrófitas aquáticas submersas, e um estado de águas túrbidas dominado por fitoplâncton. Na teoria de lagos rasos, peixes bentívoros são considerados importantes para aumentar a resiliência do estado de águas túrbidas, enquanto macrófitas aquáticas são consideradas importantes para aumentar a resiliência do estado de águas claras. Entretanto, a teoria de lagos rasos ignora o papel de uma terceira categoria de produtores primários, as microalgas perifiticas, bem como suas interações com os peixes e com as macrófitas aquáticas. Peixes bentívoros capazes de consumir microalgas perifíticas devem ser capazes de reduzir sua biomassa ainda que possam estimular o crescimento das algas através da reciclagem de nutrientes. Por outro lado, macrófitas aquáticas submersas podem fornecer substrato para colonização de microalgas perifiticas, mas também competem com as mesmas por luz e nutrientes. O objetivo deste trabalho foi testar a hipótese de que peixes bentívoros e macrófitas aquáticas interagem sinergicamente para reduzir a biomassa de algas perifíticas na superfície do sedimento. Para testar esta hipótese, um experimento de campo com um design fatorial 2 x 2 foi realizado, combinando-se a presença e ausência de peixes bentívoros (Prochilodus), com a presença e ausência de macrófitas aquáticas submersas (Ceratophilum e Egeria). A biomassa de algas perifíticas foi monitorada em placas colocadas na superfície do sedimento por um período de 3 meses. Os resultados mostram, conforme esperado, que macrófitas aquáticas diminuíram a biomassa de microalgas perifíticas, mas contrário ao que nós esperamos, peixes não tiveram efeito sobre essa variável. Além disso, interações não significativas foram observadas entre os efeitos dos peixes e das macrófitas sobre microalgas perifíticas. Em conclusão, os resultados acima sugerem que a produção primária de microalgas perifíticas pode ser importante para as comunidades bentônicas de lagos rasos na ausência de macrófitas submersas, apesar dos efeitos de pastejo de alguns peixes bentívoros.
Abstract: Shallow lakes may present an alternation of stable states, between a clear water state dominated by submerged aquatic macrophytes, and a turbid water state dominated by phytoplankton. In shallow lakes theory, benthivorous fish are considered important to increase the resilience of the turbid state, while aquatic macrophytes are considered important to increased the resilience of the clear water state. However, shallow lakes theory ignores the role of a third category of primary producers, the periphytic microalgae, as well as their interactions with fish and aquatic macrophytes. Benthivorous fish capable of consuming periphytic microalgae must reduce their biomass even though they can stimulate algal growth through nutrient recycling. On the other hand, submerged aquatic macrophytes can provide substrate for the colonization of periphytic microalgae, but also compete with them for light and nutrients. The aim of this work was to test the hypothesis that benthivorous fish and aquatic macrophytes interact synergistically to reduce the periphytic algal biomass on the surface of the sediment. To test this hypothesis a field experiment with a 2 x 2 factorial design was carried out, combining the presence and absence of benthivorous fish (Prochilodus), with the presence and absence of submerged aquatic macrophytes (Ceratophilum and Egeria). The periphytic algal biomass was monitored in plates glued to the surface of the sediment for a period of 3 months. The results show that as expected submerged macrophytes decreased the biomass of periphytic microalgae, but contrary to what we expected, fish had no effects on this variable. Moreover, no significant interaction was observed between the effects of fish and macrophytes on peryphitic microalgae. In conclusion, the above results suggest that the primary production of periphytic microalgae may be important for the benthic communities of shallow lakes in the absence of submerged macrophytes, despite of the grazing effects of some benthivorous fish.
URI: http://monografias.ufrn.br/jspui/handle/123456789/3770
Other Identifiers: 2012935146
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