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Title: O lugar da linguagem escrita na vida das crianças da Educação Infantil
Authors: Cunha, Natália Marina Dantas
Keywords: Educação Infantil;Linguagem Escrita;Práticas Pedagógicas;Early Childhood Education;Written language;Pedagogical practices
Issue Date: 23-Jun-2016
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: CUNHA, Natália Marina Dantas. O lugar da linguagem escrita na vida das crianças da educação infantil. 2016. 74 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia), Departamento de Fundamentos e Políticas da Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Portuguese Abstract: O presente trabalho analisa o lugar da linguagem escrita na Educação Infantil. Seu desenvolvimento orientou-se pelas seguintes premissas: a) as crianças são sujeitos concretos, contemporâneos e de direitos; com necessidades, interesses e potencialidades de apropriar-se da cultura e produzir cultura, bem como de participar dos contextos sociais onde vivem; são sujeitos em fase de transformações intensas decorrentes de processos de aprendizagem e desenvolvimento que ocorrem em condições de mediação social e simbólica; b) a Educação Infantil é etapa inicial da Educação Básica, com função pedagógica de educar-cuidar e promover o desenvolvimento integral das crianças mediante experiências em que podem compartilhar as práticas da cultura – conhecimentos do mundo natural e social, múltiplas linguagens, em especial a linguagem verbal e a brincadeira; c) a escrita é uma prática cultural/linguagem, com dimensões de sistema e de produção discursiva, pela qual é possível conhecer, pensar, sentir e dizer o mundo e a si mesmo e, portanto, conhecimento a ser aprendido e desenvolvido pelas crianças na Educação Infantil, desde que sejam respeitadas as especificidades, tanto das crianças enquanto sujeitos, quanto da escrita, enquanto objeto de conhecimento, quanto da Educação Infantil enquanto espaço de aprendizagem e desenvolvimento; d) o lugar da escrita na educação infantil converte-se em tema de debates e controvérsias em relação aos modos como pode e precisa ser experimentada pelas crianças. Com base nessas premissas, a investigação teve, por objetivo, analisar modos como a linguagem escrita tem sido vivenciada e significada por crianças e professores da Educação Infantil. Os dados foram construídos em uma instituição de Educação Infantil, tendo como aportes teórico-metodológicos, princípios da abordagem histórico-cultural de L. S. Vygotsky e proposições do dialogismo de M. Bakhtin para a pesquisa sobre processos humanos, segundo os quais, em tais pesquisas é preciso considerar: que os objetos de estudo não estão dados, mas existem como permanente construção; que sua compreensão exige sua situação em contexto, buscando as relações que o constituem; que tanto o objeto, como sua compreensão são produções discursivas, ou seja, são textos; que as relações de pesquisa são relações co-construídas entre pesquisadores e sujeitos de pesquisa e exigem, do pesquisador, movimentos de aproximação e afastamento, de responsabilidade e sensibilidade. A metodologia envolveu os seguintes procedimentos: análise documental, sessões de observação do tipo semiparticipativa em uma turma da Educação Infantil e entrevistas do tipo semiestruturado com crianças e professora da turma observada. O estudo foi realizado em uma instituição de Educação Infantil da rede pública de Natal/RN – Centro Municipal de Educação Infantil - CMEI, em uma turma de nível IV, com crianças na faixa etária de 5 anos. A análise que desenvolvemos nos deu indícios de que os modos como a escrita tem sido inserida na vida das crianças na Educação Infantil apresentam-se como “adorno”, ornamento de paredes; como código, cujas partes precisam ser aprendidas por memorização; como parte de práticas em que não se faz ênfase ao seu caráter simbólico/discursivo. Essas constatações nos indicam uma significação-apropriação de ideias inovadoras em relação à presença da escrita na vida das crianças na Educação Infantil de modo restrito e lacunar; em que esta não é experimentada como linguagem, inter-ação por meio de textos escritos; com finalidades sociais reais, em contextos significativos de uso. E nos apontam a necessidade de que tais práticas sejam repensadas para que possam possibilitar às crianças a compreensão sobre o quê, para que e, ainda, indícios de como se escreve, mediante a produção e compreensão mediada de textos escritos reais, enquanto unidades de sentido, podendo envolver outras linguagens, como o desenho e a brincadeira. Portanto, tanto para as crianças, como para suas professoras – e demais profissionais das instituições – é preciso condições em que possam ressignificar a escrita, seu aprendizado e seu ensino, mesmo considerando-se as especificidades da Educação Infantil.
Abstract: This paper examines the place of written language in kindergarten. Its development was guided by the following assumptions: a) children are concrete subjects, contemporary and rights; with needs, interests and potential of appropriating the culture and produce culture and to participate in social contexts in which they live; are subject undergoing intense changes resulting from learning and development processes that occur in conditions of social and symbolic mediation; b) Early Childhood Education is the initial stage of basic education, with pedagogical function of education and care and promote the comprehensive development of children through experiences they can share cultural practices - knowledge of the natural and social world, multiple languages, especially verbal language and play; c) writing is a cultural / language practice, with system size and discursive production, by which it is possible to know, think, feel and tell the world and himself, and therefore knowledge to be learned and developed by children in children's education, since the specifics are respected, both children as subjects as writing, as an object of knowledge, as of early childhood education as an area of learning and development; d) the place of writing in early childhood education becomes the subject of debates and controversies regarding ways can and must be experienced by children. Based on these assumptions, the research had for objective to analyze ways in which the written language has been experienced and meant for children and teachers of early childhood education. Data were built in a childhood education institution, with the theoretical and methodological contributions, principles of cultural-historical approach LS Vygotsky and dialogism the propositions of M. Bakhtin for research on human processes, according to which, in such research is I need to consider: the objects of study are not data, but exist as permanent construction; that their understanding requires its situation in context, seeking relationships that constitute it; both the object as his understanding is discursive productions, or are texts; that research relationships are co-constructed relations between researchers and research subjects and require the researcher, approach and departure movements, responsibility and sensitivity. The methodology involved the following: document analysis, observation sessions semiparticipativa type in a class of early childhood education and semistructured interviews of the kind with children and teacher observed class. The study was conducted in a childhood education institution from public Natal / RN - Municipal Center for Child Education - CMEI, at a level of class IV, with children aged 5 years. The analysis we developed has given us evidence that the ways in which writing has been inserted into the lives of children in kindergarten are presented as "adornment", ornament walls; as code, which parts need to be learned by rote; as part of practices that do not make emphasis on its symbolic / discursive character. These findings indicate to us a meaning-appropriation of innovative ideas in relation to the writing presence in the lives of children in kindergarten restricted and incomplete manner; where this is not experienced as speech, inter-action by means of written texts; with real social purposes, in meaningful contexts of use. And they point out the need for such practices to be rethought so that they can allow children the understanding of what, for that, and also evidence of how it is written by the production and mediated understanding of actual written texts as units of meaning and may involve other languages, such as the design and play. Therefore, both for children and for their teachers - and other professionals of the institutions - it is necessary conditions in which to reframe writing, their learning and their teaching, even considering the specifics of early childhood education.
URI: http://monografias.ufrn.br/jspui/handle/123456789/2751
Other Identifiers: 2012958356
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