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Title: Cartografia afetiva de um grupo de gestão autônoma da medicação em uma cidade do interior do nordeste brasileiro
Authors: Bezerra, Iasmin Sharmayne Gomes
Keywords: Gestão autônoma da medicação.;Reforma psiquiátrica brasileira.;Atenção básica.;Grupo GAM.;Cartografia.
Issue Date: 28-Jan-2020
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: BEZERRA, Iasmim Sharmayane Gomes. Cartografia afetiva de um grupo de gestão autônoma da medicação em uma cidade do interior do nordeste brasileiro. 2020. 51 f. Monografia (Especialização) - Curso de Residência Multiprofissional em Atenção Básica, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Currais Novos, 2020.
Portuguese Abstract: A produção de subjetividade contemporânea tem incidido sobre a criação de formas de vidas normalizadas. Dessa maneira, pensando a normalidade como estratégia de regulamentação da vida em tempos de biopolitica, percebe-se uma sociedade medicalizada, onde a psiquiatrização, a patologização e a medicalização passam a ser fenômenos existentes que podem percorrer o campo da saúde mental e da saúde coletiva. Tendo em vista que, estudos recentes nessas áreas de saber, demonstram como ao longo da história até a contemporaneidade aquilo que foge da normalidade têm se configurado como critérios para diagnósticos que são legitimados pela linguagem médica como patológicos, assim, passando a ser alvo de intervenções psiquiátricas e consecutivamente, medicamentosas. Desse modo, entendendo que esses fenômenos merecem uma atenção crítica e ao julgar ser necessário propostas de intervenções que busquem produzir estratégias para enfrenta-los e combate-los, o guia de Gestão Autônoma da Medicação - GAM, desenvolvida na cidade do Quebec, Canadá e depois adaptada para o Brasil, passou a ser um recurso utilizado no campo da saúde mental, buscando promover estratégias de desmedicalização; enfrentar a centralidade do poder médico psiquiátrico; esclarecer e promover acesso a informações para usuários sobre o seu próprio tratamento; produzir cuidados para além do uso de psicofármacos e fortalecer o protagonismo político das pessoas em sofrimento psíquico em seus territórios existenciais, sociais e comunitários. Ao obter conhecimento disso, essa pesquisa objetivou cartografar, através de narrativas registradas em diário cartográfico e gravadas em voz, a experiência de pessoas em sofrimento psíquico com uso crônico de psicofármacos na atenção básica à saúde ao participar de um grupo GAM, numa cidade do interior do nordeste brasileiro. Os resultados sinalizaram a produção do sofrimento psíquico no corpo feminino, em que a biopolítica aparece como regulador desses corpos desviantes; identificou os efeitos dos psicofármacos na vida de mulheres, bem como a ausência de informações sobre o uso dos psicotrópicos, demonstrando a falta de conhecimento sobre os direitos referentes ao tratamento medicamentoso e a hierarquia do poder médico psiquiátrico; identificou a GAM como uma estratégia potente para a promoção da autonomia, de práticas cogestivas e da participação política em saúde mental e no campo da saúde coletiva.
URI: http://monografias.ufrn.br/handle/123456789/10532
Other Identifiers: 20184001743
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