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Title: A influência da mineralogia e da geoquímica na susceptibilidade magnética de granitos de tipo-A: o caso do Complexo Morro Redondo, Sul do Brasil
Authors: Trindade, Paula Freira
Keywords: Susceptibilidade magnética (K).;Complexo Morro Redondo.;Província Graciosa;Granitos de Tipo-A.;Sul do Brasil.
Issue Date: 12-Dec-2019
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: TRINDADE, Paula Freire. A influência da mineralogia e da geoquímica ns susceptibilidade magnética de granitos de tipo-A: o caso do Complexo Morro Redondo, Sul do Brasil. 2019. 79 f. TCC (Graduação) - Curso de Geologia Bacharelado, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2019.
Portuguese Abstract: Os plútons graníticos de tipo-A, que compõem a Província Graciosa entre as regiões sudeste e sul do Brasil, em especial, os Plútons Papanduva e Quiriri, focos deste trabalho, têm-se revelado importantes fontes de informação sobre a relação entre a susceptibilidade magnética (K) e a assinatura química (alcalina vs. subalcalina) e mineralógica de rochas graníticas. Esses corpos em conjunto com rochas vulcânicas contemporâneas constituem o Complexo Morro Redondo, aflorante entre os estados do PR e SC. O Plúton Papanduva é formado por álcali-feldspato granitos peralcalinos, com egirina e arfvedsonita como máficos principais, enquanto que o Plúton Quiriri compreende sieno- a monzogranitos levemente peraluminosos, com biotita ± anfibólio como fases máficas típicas. Os minerais opacos presentes nesses plútons são, essencialmente, ilmenita (Papanduva) e magnetita (Quiriri). Em rochas graníticas, os fatores que controlam a intensidade de K incluem desde a geoquímica, mineralogia, até eventos pós-magmáticos (hidrotermalismo, intemperismo, deformação). Este trabalho se propõe a caracterizar a intensidade da susceptibilidade magnética nos granitos dos Plútons Papanduva e Quiriri, bem como investigar a influência da mineralogia, da composição (rocha-total e química mineral) e alterações hidrotermais e intempéricas nas variações de K observadas. Medições individuais de K em amostras de mão e afloramentos revelam valores de K, em sua maioria, entre 19 – 249 x 10-6[SI], com média de 239 x 10-6 [SI] para o Plúton Papanduva. Valores anomalamente altos em torno de 6272 x 10-6 [SI] são registrados localmente para amostras portando grande quantidade de magnetita pós-magmática. Já para o Plúton Quiriri, a K situa-se principalmente entre 173 – 6910 x 10-6[SI], com média em torno de 2633 x 10-6 [SI]. Este marcado contraste favorece o uso susceptibilidade magnética como uma ferramenta auxiliar ao mapeamento geológico. Para o Plúton Papanduva, a K varia positivamente com Fe3+, Mn e Na e mostra-se influenciada pela mineralogia paramagnética, especialmente clinopiroxênios sódicos. Nestes minerais, o incremento de Fe3+ e álcalis junto às bordas cristalinas (i.e. condições mais oxidantes e peralcalinas) acompanha um aumento na intensidade de K. Por sua vez, no Plúton Quiriri a susceptibilidade magnética é controlada essencialmente pela mineralogia ferrimagnética, em especial a magnetita. Ademais, eventos pós-magmáticos (hidrotermalismo e intemperismo) parecem exercer influência adicional sobre as intensidades de K nos granitos do Plúton Quiriri.
Abstract: The A-type granitic plutons that form the Graciosa Province, in southeastern and southern Brazil, especially the Papanduva and Quiriri Plutons, focus of this work, have proved to be important sources of information on the relationship among the magnetic susceptibility (K) and the chemical (alkaline vs. subalkaline) and mineralogical signatures of granitic rocks. These plutons, along with contemporary volcanic rocks constitute the Morro Redondo Complex that outcrops between the PR and SC states. The Papanduva Pluton is composed of peralkaline alkali-feldspar granites, with aegirine and arfvedsonite as the main mafic minerals, whereas the Quiriri Pluton comprises slightly peraluminous syeno-monzogranites, with biotite ± amphibole as the typical mafic phases. The opaque minerals are ilmenite (Papanduva) and magnetite (Quiriri). In granitic rocks, the factors controlling the K intensity include geochemistry, mineralogy and even post-magmatic events (hydrothermalism, weathering, deformation). This work aims to characterize the intensity of the magnetic susceptibility in the Papanduva and Quiriri granites, as well as to investigate the influence of the mineralogy, composition (bulk-rock and mineral chemistry), and hydrothermal alteration and weathering on the observed K variations. Individual K measurements in hand samples and outcrops reveal K values mainly between 19 – 2490 x 10-6[SI], with an average of 239 x 10-6 [SI] for the Papanduva Pluton. Some anomalously higher values around 6272 x 10-6 [SI] are locally registered in samples with large amounts of post-magmatic magnetite. On the other hand, K values for the Quiriri Pluton are mainly between 173 – 6910 x 10-6[SI], with an average of 2633 x 10-6 [SI]. This distinctive contrast favors the use of the magnetic susceptibility as an auxiliary geological mapping tool. In the Papanduva Pluton, K is positive correlated with Fe3+, Mn and Na, and it is influenced by the paramagnetic mineralogy, especially sodic clinopyroxenes. In these minerals, an increment in Fe3+ and alkalis contents towards crystalline rims (i.e. more oxidizing and peralkaline conditions) is followed by increasing K intensities. Contrarily, magnetic susceptibility in the Quiriri Pluton is essentially controlled by the ferrimagnetic mineralogy, namely magnetite. Moreover, post-magmatic events (hydrothermalism, weathering) may have played an additional influence on the K intensities in the Quiriri granites.
URI: http://monografias.ufrn.br/handle/123456789/10479
Other Identifiers: 2015022518
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