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Título: Elpidita, um álcali-zirconossilicato do Plúton Papanduva (PR-SC): aspectos texturais, quimismo e implicações petrológicas
Título(s) alternativo(s): Elpidite, an alkali-zirconosilicate from the Papanduva Pluton (South Brazil): textural features, chemism and petrological implications
Autor(es): Oliveira, Armando Lucas Souza de
Palavras-chave: Elpidita;Transição Miasquítica-Agpaítica;Plúton Papanduva;Província Graciosa;Elpidite;Miaskitic-to-Agpaitic Transition;Papanduva Pluton;Graciosa Province
Data do documento: 13-Dez-2019
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Referência: OLIVEIRA, Armando Lucas Souza de. Elpidita, um álcali-zirconossilicato do Plúton Papanduva (PR-SC): aspectos texturais, quimismo e implicações petrológicas. 2019. 89f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Curso de Geologia, Departamento de Geologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2019.
Resumo: O Plúton Papanduva (Complexo Morro Redondo, Sul do Brasil) representa uma associação de rochas peralcalinas na qual estão incluídos os tipos mais evoluídos da Província de tipo-A Graciosa (S-SE do Brasil). Álcali-feldspato granitos desse plúton hospedam assembleias minerais típicas de rochas miasquíticas e agpaíticas, que podem ser identificadas com base nos minerais portadores de Zr (zircão e álcali-zirconossilicatos, respectivamente). Elpidita (Na2ZrSi6O15.3 H2O) é o principal álcali-zirconossilicato descrito no Plúton Papanduva, e sua cristalização se dá durantes estágios tardi- a pós-magmáticos. Este trabalho trata dos aspectos texturais e composicionais da elpidita do Plúton Papanduva. A identificação do mineral se deu com base em difratometria de raios X e propriedades óticas, e é corroborada pela composição química. A elpidita se cristaliza em dois grupos texturais: cristais subédricos a euédricos (CEu) ou agregados granulares (AgG), que não exibem variação química entre si. Por outro lado, dois conjuntos de química contrastante (Elp1 e Elp2) foram verificados, aparte às diferenças de textura. Elp1 representa um tipo de mais alto Zr (e mais baixos Na e Si), relativamente a Elp2. Os teores de Ca são invariavelmente baixos. Essa distinção é explicada, em parte, por uma relação de competição química entre elpidita e egirina, que exibe altos teores de Zr. Perfis de elementos traço e terras raras de elpidita e zircão revelam que esses minerais são os principais captores de ETR pesados e elementos de alto potencial iônico (em especial Zr, Hf e Y) nos granitos do Plúton Papanduva. A admissão de ETR, Y e U na estrutura dessas fases é condicionada principalmente pela atividade dos álcalis, enquanto as condições de oxidação influenciam a partição de Zr, Hf e Th. A composição do zircão e dos tipos de elpidita permite reconhecer três momentos distintos da cristalização, que registram um aumento na peralcalinidade e na ƒO2 ao longo da transição miasquítica-agpaítica. Ademais, a presença nessas rochas de zirconossilicatos ricos em K, para os quais se tem pouca informação e são comumente produzidos a partir da desestabilização de elpidita, sugere um aumento considerável na atividade de K2O em estágio pós-magmático. Esse aspecto permite inferir a possível atuação de processos (auto?)-metassomáticos, de natureza potássica.
Abstract: The Papanduva Pluton (Morro Redondo Complex, South Brazil) comprises an association of peralkaline rocks which includes the most evolved types within the Graciosa A-type Province (S-SE Brazil). Alkali-feldspar granites from this pluton host typical miaskitic and agpaitic mineral assemblages that can be identified based on their main Zr-bearing minerals (zircon and alkali-zirconosilicates, respectively). Elpidite (Na2ZrSi6O15.3 H2O) is the most prominent alkali-zirconosilicate described in the Papanduva Pluton, and its crystallization occurs during late- to post-magmatic stages. This work deals with the textural and compositional aspects of the elpidite from Papanduva Pluton. Mineral identification was conducted based on X ray diffraction data and optical properties, and corroborated by the chemical compositions. Elpidite crystalizes in two textural groups: subhedral to euhedral crystal (EuC) and granular aggregates (GAg), with no significant chemical variation between them. Conversely, two contrasting chemical groups were identified (Elp1 and Elp2), despite the textural differences. Elp1 represents a high-Zr group (with lower Na and Si), comparing to Elp2. Ca contents are invariably low. This distinction can be partly explained by chemical competition between elpidite and aegirine, which contains high contents of Zr. Trace and rare earth elements patterns for elpidite and zircon reveal that theses minerals are the main sinks for heavy REE and HFSE (specially Zr, Hf and Y) in the Papanduva granites. The main controlling factor on the admission of REE, Y and U into the structures of zircon and elpidite is the activity of alkali metals; whereas O2 fugacity influences the behavior of Zr, Hf and Th. The composition of zircon and elpidite types allowed to recognize three distinct moments in the crystallization sequence that register increasing peralkalinity and oxidation along the miaskitic-to-agpaitic transition. Furthermore, the occurrence in these rocks of K-rich zirconosilicates, for which scarce information are available, and are mostly produced through elpidite destabilization, suggest a noticeable increase in K2O activity at post-magmatic stage. This feature allows to infer on the influence of a possible (auto?)-metasomatic, potassic fluid.
URI: http://monografias.ufrn.br/handle/123456789/10467
Outros identificadores: 2015028253
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